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Saiba o que fazer contra ataques DDoS

Mais cedo ou mais tarde, todo provedor se depara com o sentimento de incapacidade ao lidar com um ataque DDoS. Quem já passou por isso, sabe o quanto é desesperador estar com tudo parado e a única opção que resta é torcer para que o ataque acabe logo.

 
O pior de tudo é saber que, se você ainda não passou por isso, pode ter certeza que irá passar e para quem já conhece o gosto amargo de receber um ataque, se prepare, porque é apenas uma questão de tempo para ocorrer novamente.
O Brasil já lidera o 3º lugar no ranking dos alvos preferidos dos ataques, perdendo apenas para os Estados Unidos e China e a tendência são as coisas piorarem.

 
Mas surge a pergunta: é possível se livrar completamente de um ataque DDoS sem qualquer impacto aos clientes?

 
Essa resposta é relativa, tudo depende da intensidade do ataque.
Você pode tomar inúmeras medidas aplicando as mais diversas boas práticas e receber um próximo ataque muito pior do que a soma de todos os anteriores.

 
Mas o fato é que, por pior que seja o ataque, quanto mais preparado, melhor você irá responder a situação e raramente pequenos e médios provedores serão os alvos dos ataques mais bem elaborados que visam derrubar serviços conhecidos para serem anunciados na mídia, o que significa que isso aumenta nosso sucesso ao tratar de ataques de menor escala.

 
Antes de mencionar algumas boas práticas, é importante analisar um pouco mais nosso inimigo.
O que é um ataque DDoS?

 
Distributed Denial of Service (DDoS), Ataque Distribuído de Negação de Serviço é um ataque organizado, que envolve vários equipamentos conectados à rede combinados e direcionados a um mesmo objetivo, tirar um serviço fora do ar.

 
Esse tipo de ataque não visa invadir ou coletar informações, simplesmente derrubar um serviço que pode ser no caso dos provedores, o roteador de borda, impedindo ou prejudicando o acesso dos clientes.
O que chama a atenção nos ataques DDoS e que de certa forma, se torna uma situação intrigante, é que na sua grande maioria, os clientes não são prejudicados devido uma sobrecarga no link, consumindo toda banda disponível, pelo contrário, muitas vezes menos de 10% da capacidade de um link é o suficiente para derrubar toda uma rede.

Como assim?
O ponto fraco não é a capacidade de tráfego e sim a capacidade de comutação ou processamento.
Depois de escolhido um alvo, um ataque coordenado, vindo de diversos equipamentos infectados, enviam inúmeras requisições para um tipo de serviço, DNS, NTP ou mesmo um simples pacote de aceite de conexão, TCP Syn.
Esses pacotes são pequenos e não consomem uma grande largura de banda, mas dependendo da quantidade de equipamentos que participam do ataque, a quantidade de pequenos pacotes enviados é avassaladora.

 
Se o roteador de borda for o alvo, ele não consegue processar tantas requisições e o processamento vai as alturas e se o alvo for depois dele, a capacidade de encaminhamento (pacotes por segundo – pps) também satura e o serviço fica degradado, podendo até mesmo parar de responder.

 
Isso nos mostra que, com certeza, investir em roteadores de borda cada vez mais robustos, nos capacita para lidar melhor com a situação, mas isso por si só, pode não ser o suficiente, por isso o melhor a fazer é dividir ou repassar essa contenção do ataque com a operadora e isso é possível fazendo o uso das configurações de “Communities” do BGP.

 
Uma Community é um atributo do BGP utilizado para marcar um ou mais prefixos, permitindo que o roteador que fecha a sessão BGP na outra ponta, entenda que para aquele prefixo você deseja que seja aplicado uma política de roteamento diferenciada.

 
Cada política recebe uma identificação diferente, (o que é chamado de community no BGP). Esta deve ser combinada ou conhecida previamente.

 
Na sua grande maioria, as grandes operadoras publicam suas políticas de roteamento e as respectivas communities relacionada a elas, para que seus clientes possam utilizá-las. Veja por exemplo a tabela abaixo:
Nas configurações do BGP, as communities são expressas da seguinte forma:  <ASN>:<VALOR>
Como conter os ataques

 
Muitas vezes não podemos resolver um problema por completo, mas podemos torná-lo um problema menor, diminuindo o impacto nos nossos clientes.
A imensa maioria dos ataques tem origem internacional. Vamos considerar que o provedor esteja anunciando um /22 para a operadora, quando se inicia um ataque DDoS para um dos IPs desse prefixo.
Todos os clientes do provedor estão sendo afetados, até mesmo de outros prefixos, pois é o roteador de borda que está sendo afetado.

 
É possível diminuir o impacto do ataque, quebrando esse /22 em 4 anúncios /24 (menor prefixo aceito para um anúncio público) e no caso do /24 que se encontra o IP destino do alvo, é possível notificar a operadora que esse prefixo /24 não deve ser anunciado para peerings (vizinhos) internacionais.
A origem do ataque, não terá mais rota para o IP de destino e o ataque irá cessar, mantendo todos os clientes navegando. É verdade que isso não resolve o problema por completo. Agora temos clientes de um /24 que estamos reclamando que não abrem sites internacionais. Ainda assim, tornamos um problema gigante muito menor.
Uma outra ação para tornar o problema menor ainda, é mascarar essa /24 (NAT) enquanto o anúncio internacional está limitado pela community.

 
Community de blackhole.

 
Uma outra opção para tornar o problema ainda menor é utilizar a community de blackhole. A política dessa community é na sua grande maioria, receber um anúncio /32 e descartar todo tráfego destinado a esse host, não permitindo que o ataque seja encaminhado para sua rede.

 
Nesse caso, não é preciso nem dividir o prefixo /22 do exemplo anterior. Simplesmente anunciar para operadora um anúncio /32 notificando que para aquele único IP o tráfego deve ser bloqueado. Simples, fácil e funcional.
Para garantir o bom funcionamento dessas práticas, não deixe para última hora. Durante um ataque em plena atividade, tudo fica mais difícil. Solicite para sua(s) operadora(s), as políticas de roteamento com suas respectivas communities, deixe as configurações prontas e faça testes.

 
Os ataques estão se intensificando e a correria do dia a dia nos impede de realizar muitas coisas de que gostaríamos, mas reservar tempo e se dedicar em aplicar soluções como estas podem nos livrar de uma grande dor de cabeça.

 
Rodrigo Martins Fernandes
Diretor de Redes da Visãonet Telecom
Especialista em Redes
Certificações Cisco, Furukawa, MikroTik, Ubiquiti

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Provedores: cuidado com o mercado cinza de equipamentos

Atualmente, profissionais do setor de telecomunicações têm debatido bastante sobre o presente e o futuro dos serviços de conectividade no país, e também sobre oportunidades de novos negócios. Mas em tempos desafiadores para a economia brasileira, é importante não só a conquista de novos contratos, como também a diminuição dos custos já existentes para os ISPs. Na busca por essa redução, muitos provedores regionais acabam adquirindo equipamentos de rede fora dos distribuidores autorizados pelos fabricantes, mas essa economia imediata pode sair bem cara no futuro.

 
A cadeia de comercialização de equipamentos de rede é complexa e envolve uma série de tributações na importação, além de padrões técnicos previamente definidos pelo governo brasileiro. Toda essa parte é administrada pelos fabricantes, que selecionam criteriosamente parceiros e distribuidores para atender a demanda dos provedores. Paralelamente existe um mercado que importa equipamentos ilegalmente, e que, apesar de funcionarem, geralmente são antigos ou fora dos padrões nacionais. Os ISPs que decidem se aventurar por esses meios ganham – mesmo que pouco – no custo, mas perdem muito com a falta de atendimento personalizado, possíveis customizações de software que se adequem a cada negócio, “tropicalizações” dos produtos, garantia e, especialmente, de suporte.

 
Ao comprar diretamente do distribuidor autorizado, os ISPs têm total acesso ao suporte oferecido pelo fabricante, desde o momento da implementação até no uso diário dos equipamentos. Além disso, os provedores regionais conseguem ter acesso à tecnologia de ponta, utilizada pelas grandes operadoras, a preços acessíveis, sobretudo se levarmos em conta a característica future-proof dos produtos autorizados – ou seja, a possibilidade de fácil atualização, trocando apenas pequenas peças ou atualizando o firmware. Isso impacta diretamente no custo de longo prazo para os ISPS, tornando insignificante a economia inicial obtida pela compra no mercado paralelo.

 
Porém o fator mais preocupante nessa situação é o futuro do negócio. A fiscalização por parte da Anatel tem aumentado nos últimos tempos e os ISPs que não estiverem em conformidade com os padrões técnicos e comerciais definidos pelo órgão podem ficar expostos a sérias sanções, que podem comprometer a saúde da empresa. Provedores regionais que, ao atingirem uma base interessante de clientes, tiverem a oportunidade de vender a empresa para uma grande operadora, também podem ter seus negócios prejudicados, seja com a não finalização da transferência ou com uma perda de valor de mercado.

 
A preferência por distribuidores autorizados traz vantagens sólidas, não apenas para os ISPs, mas também para toda a cadeia de valor do negócio. Quem se preocupa tanto com o futuro a longo prazo da empresa, quanto com a qualidade do serviço oferecido aos assinantes, deve levar a sério a procedência dos produtos e equipamentos de sua rede.

 
Fonte: Convergência Digital

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O velório do STFC (e do modelo)

Dentro de pouco menos de um mês, no dia 16 de julho, a Lei Geral de Telecomunicações completa 20 anos de existência, e com ela também o modelo vigente para a exploração dos serviços. Este mesmo modelo estabelece que as concessões de serviços prestados em regime público, com garantias de universalização e continuidade, seriam prestado de maneira sustentável e equilibrada. No caso do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), que reinava absoluto quando a LGT foi pensada, o serviço seria prestado até 2025, quando vencem os contratos atuais.

 

Mas o modelo morreu oito anos antes da hora. E a alternativa de novo modelo que vinha sendo discutida no Congresso, com o PLC 79/2016, está engavetada até que as condições políticas permitam a retomada das discussões no Senado, o que, convenhamos, parece cada dia mais distante. Vinte anos depois da LGT, o setor de telecomunicações vive o que talvez seja a sua mais profunda e aguda crise, o velório do seu próprio modelo, e não tem nada de novo para ocupar o lugar.

 

Na verdade, esta morte aconteceu há alguns anos, e a delicada situação financeira de duas concessionárias (Oi e Sercomtel) apenas mostra que esqueceram de enterrar o morto, ou de tentar salvá-lo, ou de dar um final digno para ele.

 

Como a realidade insiste em desafiar os modelos legados, este ano o serviço de voz tornou-se, definitivamente, um complemento aos demais serviços. A Claro e a TIM passaram a oferecer voz ilimitada em seus pacotes pós-pagos do serviço móvel, independente da rede. A Net anunciou na semana passada que ligações de longa distância internacional também seguem o modelo ilimitado. Lembrando que este foi, por décadas, um dos negócios mais importantes da sua irmã (e concessionária) Embratel. É questão de tempo até que as outras operadoras sigam o mesmo rumo.

 

Equilíbrio

 

Pelo menos uma concessionária tem dado sinais de que deve, formalmente, provocar a Anatel sobre o reequilíbrio do contrato de concessão de STFC, uma situação que há algum tempo já está nas linhas e entrelinhas dos debates setoriais. Este ano, ou no máximo no começo do próximo, esta concessão deixa de ser sustentável e passa a operar com rentabilidade negativa nas condições vigentes.

 

O contrato de concessão do STFC, em seu Capítulo XII, estabelece as condições de reequilíbrio contratual. Não está previsto o reequilíbrio quando o problema for decorrente do risco do negócio ou de gestão ineficiente da empresa, mas apenas quando fatores externos imputarem à concessionária um ônus não previsto.

 

Muitos podem ser os argumentos a serem levantados:  troca de índice do reajuste do IGP-DI para o Índice de Serviços de Telecomunicações (IST), em 2005; a inclusão de metas de backhaul no Plano Geral de Metas de Universalização de 2010; mudanças na interpretação da agência sobre a amplitude do conceito de bens reversíveis; mudança no Plano Geral de Outorgas em 2008; aumentos sucessivos de ICMS pelos Estados; apropriação pelo Tesouro dos recursos do Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust)… São hipóteses que ainda precisarão ser testadas e aprofundadas juridicamente.

 

A LGT também prevê, em seu artigo 115, que “a concessionária terá direito à rescisão (contratual) quando, por ação ou omissão do Poder Público, a execução do contrato se tornar excessivamente onerosa” e, em seu artigo 66, diz que “quando um serviço for, ao mesmo tempo, explorado nos regimes público e privado, serão adotadas medidas que impeçam a inviabilidade econômica de sua prestação no regime público”.

 

O contrato de concessão estabelece que a preferência para reequilibrar contratos seja pelo reajuste de tarifas. Mas no contexto atual, aumentar a tarifa de telefonia fixa só aceleraria a morte do doente. O caminho seria, então, reduzir as obrigações regulatórias, impostas na regulamentação e no Plano Geral de Metas de Universalização. Será uma discussão complicada para uma Anatel já atolada em problemas.

 

O fato é que a concessão, se de um lado trás muitos ônus para as concessionárias, por outro dá a elas pelo menos algumas garantias contratuais e legais que, em um momento de esgotamento econômico do serviço, poderão ser acionadas. De alguma forma, a União divide o risco do modelo com as empresas.

 

O quadro, contudo, é desalentador. Seja porque a falência, a intervenção, ou a caducidade da concessão de duas empresas é um problema real e no horizonte imediato, seja porque a exploração do serviço já dá margem para uma discussão iminente sobre o reequilíbrio do contrato de concessão, o fato é que estão hoje sobre a mesa todas as alternativas previstas em lei há 20 anos para serem usadas apenas em casos extremos, se tudo desse errado.

 

Desde 2009, quando se discutiu o Plano Nacional de Banda Larga, não existe nenhuma discussão completa (com começo, meio e fim) sobre uma nova política setorial. Há iniciativas no Legislativo e projetos incompletos no Executivo, mas a agenda de longo prazo ficou parada em função dos problemas conjunturais de curto prazo. Não é exclusividade do setor de telecom, mas aqui a falta desta visão de futuro torna-se mais dramática, porque a realidade teima em andar mais rápido. Sem falar fatores externos, como crises e disputas político-partidárias, a atuação do Tribunal de Contas, recessão econômica com forte impacto sobre o consumo e rápido avanço da competição com outros setores.

 

Tudo isso só atesta o fracasso político-regulatório do setor, que não conseguiu se antecipar a estes problemas quando havia tempo e melhores condições econômicas para uma solução, com uma modernização do próprio modelo e resgate dos princípios da Lei Geral de Telecomunicações. Lembrando que esta responsabilidade cabe, por lei, ao Poder Público, que tem o dever de, repetindo a LGT:

 

“I – garantir, a toda a população, o acesso às telecomunicações, a tarifas e preços razoáveis, em condições adequadas;

II – estimular a expansão do uso de redes e serviços de telecomunicações pelos serviços de interesse público em benefício da população brasileira;

III – adotar medidas que promovam a competição e a diversidade dos serviços, incrementem sua oferta e propiciem padrões de qualidade compatíveis com a exigência dos usuários;

IV – fortalecer o papel regulador do Estado;

V – criar oportunidades de investimento e estimular o desenvolvimento tecnológico e industrial, em ambiente competitivo;

VI – criar condições para que o desenvolvimento do setor seja harmônico com as metas de desenvolvimento social do País”.

Samuel PossebonO velório do STFC (e do modelo)
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Caixa de emenda à prova de roubo

Existem centenas de fabricantes de caixa de emenda para redes ópticas e muitos modelos no mercado. Mesmo assim, a DPR, distribuidora de equipamentos para rede e integradora com sede em São Paulo, decidiu atacar este segmento de mercado. Durante a Abrint 2017 lançou uma caixa de emenda óptica, que é mais difícil de ser roubada, pois contém uma faixa colorida que é injetada juntamente com o material plástico da caixa.

 
O desenvolvimento do produto, que chegou ao mercado por cerca de R$ 150, foi uma resposta à demanda dos clientes. “Eles queriam uma caixa que identificasse a empresa, mas com uma identificação que não pudesse ser apagada”, conta Luiz Carlos Vicente, presidente da distribuidora. O projeto da caixa foi desenvolvido internamente e a injeção plástica é terceirizada.

 
O roubo de caixas de emenda óptica – usada quando se precisa unir os cabos ópticos em uma derivação da rede — é muito mais comum do que se imagina. Um dos casos mais recentes, que teve repercussão, foi o roubo de caixas de emenda óptica da Oi, instaladas na Baixada Fluminense e encontradas, mais tarde, em um provedor de uma cidade do interior do estado. “Os ladrões roubam as caixas, apagam a marca da empresa e revendem”, conta Vicente. Com a faixa colorida injetada, não é possível arrancá-la, segundo a DPR.

 
O objeto mais visado pelos ladrões de infraestrutura de telecomunicações sempre foi o cobre, em função de seu valor de mercado. Mas também são cobiçados baterias de armários e equipamentos de transmissão. E, mais recentemente, as caixas de emenda.

 
Há tempos as grandes operadoras tentam encontrar formas para combater o roubo das caixas de emendas. O caminho é personalizar as caixas, com cores exclusivas ou uma caracterização específica da empresa, injetada pelo fabricante. Agora, a DPR traz uma solução, que adota o mesmo conceito, para provedores regionais.
E tudo indica que vai ter sucesso. Só durante os três dias da Abrint 2017, a integradora recebeu encomenda de 5 mil unidades.

 

Lia Ribeiro DiasCaixa de emenda à prova de roubo
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Artigo: O fim do investimento em TI como conhecemos

Como já se sabe, a TI é uma peça-chave para alcançar os objetivos de redução de custos e aumento de eficiência dentro das empresas. O Cloud Computing e as análises de grandes volumes de dados, o famoso Big Data, estão no topo da lista das tecnologias mais utilizadas atualmente para este fim.

 
E, junto a elas, inovações têm surgido e vêm evoluindo rapidamente, entre elas o chamado PC como Serviço Híbrido, ou Hybrid PC as a Service (PCaaS). O PCaaS Híbrido é o modelo onde você utiliza o dispositivo on premisse, da mesma forma como se fosse o PC as a Service tradicional, mas acessando as funcionalidades do PC na nuvem pública.

 
O modelo de PCaaS tem sido apontado pelo mercado como uma das principais tendências para os próximos anos, como uma alternativa para redução de custo das empresas e aumento de produtividade do negócio. Segundo o instituto de pesquisas IDC, o PCaaS deve ser explorado por 10% de todas as empresas ao redor do mundo ainda em 2017.

 
Hoje, a economia e a eficiência que a TI pode trazer estão entrelaçadas com o modelo de aquisição das máquinas. A compra definitiva do equipamento vai desaparecer, pois se trata de uma commodity que precisa ser constantemente atualizada, o que tornará mais interessante à contratação desses ativos como serviços, ainda mais se estiverem um ambiente controlado e flexível, como a nuvem. Em outras palavras, a TI como conhecemos está mudando para um formato focado no modelo Pay Per Use (PPU), que é o modelo de negócios que orienta a contratação de serviços na nuvem, e traz benefícios diferenciados como provisionamento rápido e elástico em função da demanda, com um baixo investimento. A adoção do PC as a Service Hibrido garante ainda manutenção e acompanhamento do ciclo de vida do hardware e suporte completo ao ambiente de nuvem, do usuário e do software.

 
Além disso, os ambientes híbridos, que misturam a nuvem privada e pública, permitem às companhias delegar as funções de gestão citadas acima para o fornecedor dos ativos de TI contratados, de forma remota, somando ainda a facilidade de executar tarefas como, por exemplo, backup de dados, criação de máquinas virtuais e atualização de softwares, que a cloud pública somada à privada oferece.

 
Esta solução é o caminho apontado para empresas que precisam resolver questões que impactam a produtividade como mobilidade, capilaridade, provisionamento rápido, rapidez de mudanças de usuários e perfis de utilização e refresh tecnológico sem necessidade de renovação total do parque.

 
Para o instituto de pesquisa Gartner, os ambientes híbridos farão parte da rotina das companhias ainda este ano, já que 50% dos empresários de todo o mundo devem adotar este modelo de nuvem, por otimizar o legado tecnológico das companhias. Sem dúvida, o PC as a Service orquestrado na nuvem híbrida corresponde a um universo de novas oportunidades para deixar os negócios das companhias e dos fornecedores de TI ainda mais rentáveis e produtivos.
Para enxergar o cenário de modo mais claro, de acordo com os dados do IDC a pesquisa mostrou que quase 50% dos compradores de TI, de diversos portes e segmentos entrevistados, teve algum envolvimento com PCaaS nos últimos 12 meses ou está pensando em fazê-lo nos próximos doze meses. Isso significa que os tomadores de decisões de TI estão posicionados para impulsionar e expandir o mercado de PCs com serviços complementares personalizados, adotando a nuvem para manter e estender o ciclo de vida do dispositivo.

 
Essa mudança de conceito, da aquisição definitiva de um ativo para um modelo de serviço, também acompanha o momento em que estamos vivendo. Atualmente, não precisamos mais comprar, por exemplo, um dicionário ou câmera fotográfica, pois podemos carregar esses dois produtos no celular, no formato de aplicativos. E convenhamos, de forma muito mais simples do que carregá-los no bolso, e com a facilidade de atualizá-los de qualquer lugar, a qualquer momento, com o simples download da versão mais recente do mesmo. Ou ainda, podemos trocar por outro melhor sem gastar muito.

 
E da mesma forma como os smartphones e seus aplicativos mudaram as nossas vidas, o PCaaS mudará a forma como investimos em equipamentos de acesso, como PCs, notebooks, e até dispositivos móveis. O que sobrará para as empresas no final das contas será a gestão da qualidade dos serviços prestados pelos fornecedores e o pagamento sobre os ativos contratos, vantagem que fará toda a diferença na hora de concentrar a atenção no negócio.

 
*Luis Carlos Nacif é diretor-presidente da empresa Microcity.

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Intelsat e Kymeta lançam serviços de banda larga via satélite com uso de antena plana

A Intelsat e a fabricante de equipamentos de recepção via satélite Kymeta lançaram esta semana, durante a Satellite 2017, que acontece em Washington, o serviço Kalo de banda larga via satélite.

Desenhado para usuários residenciais e usuários que necessitam de conectividade onde não há outras opções, o serviço entrega banda larga via satélite por meio dos satélites de alta capacidade Epic, da Intelsat. O diferencial do serviço é que eles utilizarão a antena de recepção Kymeta mTennau7 e terminais KyWay de maneira integrada.

A antena desenvolvida pela Kymeta é plana e funciona por meio de processamento eletrônico dos sinais e utilização de materiais reflexivos especiais, não necessitando, portanto, ser apontada para o satélite com precisão nem fixada ou acoplada a dispositivos de rastreamento como as antenas tradicionais de satélite.

A tecnologia é considerada uma das grandes inovações recentes no mercado de satélites e, juntamente com o serviço Kalo, estará disponível a partir do segundo semestre. O serviço deve ser lançado inicialmente nos EUA.

Samuel PossebonIntelsat e Kymeta lançam serviços de banda larga via satélite com uso de antena plana
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Franquia de dados e zero rating no Brasil e na Rússia

Recentemente no Brasil, está havendo um embate entre o Governo, terceiro setor, academia e as empresas para resolver de forma mais equilibrada possível, os interesses multissetoriais. Em junho de 2016 a suspensão na franquia de dados com base na análise n.º 40/2016/SEI do Conselheiro da Anatel Otavio Rodrigues, determinou Consulta Pública e prévia com todos os setores. No início de agosto de 2016 estive visitando a Rússia com alguns provedores regionais brasileiros para entender o mercado de telecom, as tecnologias aplicadas, políticas de fomento, dentre outras questões daquele país. Mas antes de iniciar a comparação – ainda que breve – entre os dois países, vamos entender como está sendo debatido a questão de neutralidade e franquia de dados no Brasil.

 
Quanto a franquia de dados, no Governo do Brasil existem grupos de trabalhos compostos pela Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel, Ministério da Justiça e Cidadania – MJC, e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC. Os estudos de Análise de Impactos Regulatórios – AIR, e considerando que é competência da União dispor sobre a organização dos serviços de telecomunicações, conforme artigo 21 da Constituição Federal, que o acesso à internet é essencial para a democracia brasileira nos termos da lei 12.965/2014 – Marco Civil da Internet (MCI), e a reavaliação da Resolução do Serviço de Comunicação Multimídia.

 
Considerando que atualmente não há base normativa que proíba a franquia de dados, o Governo deve pensar na equalização da velocidade ofertada versus o volume de dados, uma vez que não adianta o assinante obter alto volume contratado com baixas velocidades. Deve levar em conta as tecnologias distribuídas aos usuários, localização geográfica onde o serviço de conexão é ofertado, o tamanho do provedor e por fim um acompanhamento anual para acompanhar o equilíbrio financeiro das empresas com base no que for decidido.

 
Com relação ao zero rating, a disciplina do uso da internet tem como fundamento a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor, conforme artigo 2º do MCI. Já o artigo 9º ressalta a não-discriminação de pacote de dados. E que de alguma maneira os provedores de conteúdo através dos CDNs (content delivery network) já reduzem o tráfego, aumentam a performance, conseguindo diminuir o custo. Tanto nos PTTs (ponto de troca de tráfego), quanto internamente na infraestrutura dos provedores de maior volume. Mas já os menores, não conseguem chegar nem nos PTTs, nem possuem os pré-requisitos exigidos pelos provedores de conteúdo para colocar dentro do provedor. Discriminar pacotes implica ainda em ferir a neutralidade de rede e fomenta monopólio dos grandes grupos econômicos. Ao mesmo tempo, permite que a população de menor poder econômico possa ter acesso gratuito à rede, porém apenas em uma parte da internet, tornando uma rede murada e ainda com manipulação de consumo de conteúdo.

 
Da mesma forma, zero rating deve ser regulamentado apenas para serviços de emergência, serviços públicos, cultura, educação, direito a informação e liberdade de expressão por exemplo. Acesso a determinado conteúdo não é de graça e sim, alguma empresa está financiando este acesso por intermédio de patrocínio, entre negociações bilaterais com os provedores de aplicação, implicando em quebra de isonomia, desestímulo à inovação e à competição. Como por exemplo google, facebook, whatsapp, entre outros, que notoriamente possuem interesses econômicos nesta modalidade. No entanto, atualmente não há base jurídica concreta que proíba esta modalidade de negócio.
A restrição do acesso à internet, proposta pelas operadoras de serviço, prejudica a boa execução de políticas públicas de inclusão digital como os Telecentros e demais Centros Públicos de Acesso. Ao limitar o acesso a determinados sites, a prática de zero rating não apenas restringe o direito de livre acesso à informação e de expressão do cidadão na Internet, como também constrói verdadeiras barreiras sociais entre as nações, ferindo, assim, preceitos constitucionais e democráticos. As empresas de telecomunicação e a Anatel devem respeitar o MCI e obedecer os seus princípios constitucionais que regem a ordem econômica, que por um lado, preveem a livre iniciativa e que por outro a defesa do consumidor. Esta é uma legislação internacionalmente aplaudida. O acesso à Internet é um serviço essencial de interesse público. Assim, as empresas concessionárias são obrigadas a fornecer esses serviços de forma contínua, só podendo ser interrompidos por falta de pagamento, conforme previsão expressa no artigo 7º, inciso IV, do MCI. O regime de franquia dificulta a utilização de aplicações na Internet, sobretudo de serviços novos, como os provedores de televisão via streaming e serviços de voz sobre IP (VoIP). Por trás da questão referente ao estabelecimento do regime de franquias existe um interesse econômico do oligopólio das telecomunicações que têm seu serviços tradicionais prejudicados pela ascensão da convergência tecnológica. Por isso, é preciso estar atento para a prática de condutas ante competitivas, devido ao poder de mercado que as prestadoras detêm.

 
E por fim, o setor empresarial se coloca em prol do equilíbrio financeiro dos grupos econômicos. Considera que o acesso à Internet é Direito Humano e metade da população brasileira ainda não possui acesso à Internet em sua residência e a meta governamental é de levar a Internet para todos os municípios brasileiros. Que os modelos de franquia já empregados em telefonia móvel trouxeram resultados positivos para o aumento do índice de inclusão e de acesso à Internet, e o seu emprego na banda larga fixa pode representar uma via de igual potencial para a expansão da inclusão digital. Que a governança e uso da Internet deve promover a contínua evolução e ampla difusão de novas tecnologias e modelos de uso e acesso, como definido pelo CGI como um princípio básico da governança da Internet no Brasil. Que a previsão de crescimento da internet para o ano de 2019 será de 9 bilhões de linhas móveis no mundo e que o tráfego de dados na internet tende a centuplicar, acrescentando-se o cenário de desenvolvimento de novas tecnologias e serviços que demandarão atualização e investimento na infraestrutura de telecomunicações brasileira. A necessidade de contínuo investimento para melhoria e expansão da infraestrutura de telecomunicações que dão suporte às redes de provedores de conexão, especialmente em regiões onde ainda carecem de ofertas de acesso. Que outros provedores de acesso à internet em vários países já utilizam franquia de dados para Internet de banda larga fixa em diversos tipos de conexão, obtendo positivos resultados sociais e econômicos. E que ainda faltam estudos empíricos e dados suficientes sobre as externalidades econômicas e sociais existentes no estímulo e uso deste tipo de modelo de negócio no Brasil. E que considera a existência de regulação suficiente para o setor de telecomunicações no Brasil.

Mas e na Rússia como funciona?

Já na Rússia é uma outra realidade. Os problemas enfrentados por este país são distintos aos nossos. Primeiramente eles ainda não possuem um marco civil da internet. Diante disso, vamos explorar o mercado de lá, os entraves, as vantagens e os desafios.

 
Lá não há oferta com franquia de dados e muito menos zero rating. Possuem 30 milhões de acessos fixos, o 4º maior país atrás de China, Japão e Estados Unidos. No entanto, 31% entre 10 e 100 Mbps. 65% entre 1 e 10mbps e 3% abaixo de 1mbps. A principal operadora Rosktelecom, tem 37% do mercado. As 5 principais operadoras atendem 67% do mercado com uma média de $7 dólares por 10Mbps, telefone fixo e IPTV. No interior, na cidade de Veronej, ofertam GPON por $5 dólares por 100Mbps, ambos sem franquia de dados. O restante é atendido por provedores regionais. Os médios e pequenos operadores (2 mil assinantes em média), estão caindo porque estão se juntando, uma tendência nítida no Brasil.

 
No país há 10 mil licenças emitidas, mas operadores ativos são entre 2 e 3 mil. A grande Moscou e a grande São Petersburgo tem 15% da população. Outras 10 cidades com cerca de 1 milhão de habitantes. Dividem o mercado de três formas. Acima de 100 mil assinantes, de 10 a 100 mil assinantes e entre 1 mil e 10 mil assinantes.
A grande curiosidade é que lá na Rússia todas as informações passam pelo Governo, e portanto as pessoas não tem privacidade. Existem diversos processos judiciais relacionados a crimes digitais, tanto contra provedores de acesso, quanto para provedores de conteúdo.

 
Conversamos com a Associação Nacional de Redes Domésticas de Informação e Comunicação. Eles possuem 56 operadoras associadas. Existe há mais de 10 anos. Eles possuem associados pequenos, médios e grandes. A associação colabora com as empresas estatais de segurança. Sofrem alteração da legislação na área de telecomunicações, colaboram com setor agrícola, fazem apresentações nas conferências e ajudam a mídia. Colaboram com as operadoras quando vão discutir alguma causa na justiça. São experts em monopólio. Colaboram com o Ministério das Comunicações. Elaboram soluções alternativas para resolver na legislação. A canalização foi construída aproximadamente há 20 anos atrás. É da Rostelekom ou de outra operadora. Como é caro construir sua própria canalização, as operadoras alugam a canalização.

 
Na Rússia, a guarda de logs é de 2 anos. E agora estão prestes a aprovar uma lei, que vai obrigar as operadoras a arquivarem áudio, vídeo, e demais informações pelo prazo de 6 meses (hoje já fazem, mas sem respaldo legal). As empresas russas não podem comprar equipamentos americanos análogos aos russos. A Agência Federal anti monopólio multou o Google na ordem de 500 milhões de rublos ($7 milhões de dólares). A associação possui um regime de parceria com empresas estrangeiras.

 
Portanto, existe uma política restritiva, um tanto quanto autoritária, quando se fala em acesso pelo Governo, de todo conteúdo consumido pela população, o que coloca o Brasil à frente da Rússia.
Contudo, no que diz respeito a direitos fundamentais, como liberdade de expressão e proteção a privacidade, não há que se negar que a Rússia está à frente do Brasil no que tange à tecnologia, poder de mercado e fomento das atividades de telecomunicações.

Asshaias Felippe
Diretor Executivo da Solintel

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A dura transição de empreendedor para empresário

Eles são acostumados a colocar a “mão na massa”, são empreendedores por instinto e por garra, aprendem tudo “na marra”. Donos de provedores regionais de internet exercem, no dia a dia, funções extremamente técnicas. Operacionalmente falando, a grande maioria ainda sobe em postes para passar cabos de redes ou resolver problemas quando a internet cai.

 
Parte de um universo de micros e pequenas empresas que têm conquistado uma posição de destaque no mundo da grande rede, no ano passado eles foram os maiores responsáveis pelo crescimento dos acessos à banda larga fixa no Brasil. Dos 1.091.769 de novos acessos em 2016, 385.025 vieram de provedores regionais – o que representa 35% do total de novos acessos à banda larga fixa no mercado.

 
Além disso, dos quase 5 mil provedores cadastrados, mais de 30% estão investindo na construção de redes de fibra óptica, para levar internet de alta velocidade às residências dos seus assinantes com a tecnologia Fiber To The Home (FTTH).

 
Esse crescimento vem transformando tais profissionais em gestores do seu próprio negócio. Hoje, muitos estão à frente de empresas que faturam milhões de reais e geram centenas de empregos em cidades do interior do país. E é justamente por conta disso que estão enfrentando um novo desafio: como delegar e administrar todas as novas demandas?

 
É nessa hora que a necessidade da profissionalização vem à tona, não no aspecto técnico, pois esse conhecimento eles já têm em seu DNA. É preciso ressaltar que a partir de agora eles precisarão aprender a gerir seu próprio negócio, aprender a delegar e também a administrar.

 
Passei por isso pessoalmente, e posso dizer que não é fácil executar essa transformação. O sentimento de quem cria uma empresa pequena, que vai crescendo, é parecido com o que sentimos com a evolução dos nossos filhos, que ao crescer precisam da nossa licença para se desenvolver.

 
Muitas vezes, sabemos que determinada tarefa, se executada por nós mesmos, sairia mais rápido e melhor. Mas delegar e formar uma equipe dentro da empresa é fundamental para continuar a crescer. O ato de delegar não implica a perda de controle da empresa e sim a profissionalização de sua gestão. Ao fazer isso, esses “novos gestores” descobrirão os inúmeros benefícios de adotar essa postura. Um dos quais, sem dúvida, é ter mais tempo para focar em outras atividades. Pessoalmente, tenho usado um truque, quando não sei se devo ou não delegar: essa tarefa só eu posso fazer ou tenho alguém dentro da empresa que também pode? Se tenho alguém, então eu vou delegar.

 
É fundamental que isso não gere sentimento culpa no empresário, e que ele não pense que está ficando preguiçoso. Esse ganho de tempo deve ser usado para que ele invista em sua própria profissionalização como administrador. Afinal, nessa tarefa, apenas o empresário pode decidir as estratégias e o futuro de sua empresa. Isso ninguém pode fazer por ele.

 
Ao ter mais tempo para gerenciar seus negócios, os ISPs verão que nenhuma empresa sobrevive sem pensar e sem planejar o seu futuro. Ao chegar a essa conclusão, eles precisarão ter em mente que, para enfrentar esses novos desafios e colocar tudo isso em prática, uma gestão profissional é fundamental. A dor dessa transformação é grande, mas não há como fugir. Depois que acontece, nada será como antes. Mãos à obra empreendedor, ser empresário é seu próximo desafio!

Vanderlei Rigatieri Jr. é presidente da distribuidora WDC Networks

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Abrint tenta pacificação sobre cobrança de ICMS

A Abrint está tentando fazer uma reunião entre a Anatel, o Minicom e o Confaz para pacificar o debate em torno da cobrança do ICMS sobre Serviços de valor Agregado (SVA).

 
Por meio da Abramulti, os provedores de acesso à internet lutam judicialmente contra a cobrança, em seis estados brasileiros – Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Já foram concedidas decisões em segunda instância e uma negativa de recurso ao Superior Tribunal de Justiça.

 
Manoel Santana, presidente da Abramulti, diz que a entidade prepara novas estratégias de ação, como “comprovar que os decretos que alteraram o Regulamento do ICMS dos estados no que toca à internet são ilegais, contrariando leis federais e específicas”. Ele informa que será pedida a retirada de artigos do RICMS.

 
Outra frente de ação será “exigir o reconhecimento de que o serviço precisa ser prestado por SVA e SCM”. São serviços distintos, diz Santana, que se complementam. “A fiscalização não deve ser feita como fizeram até hoje, colocando todo o valor como sendo SCM”, acrescenta.

 
Para a Abramulti, as empresas têm o livre arbítrio de decidir os valores a serem cobrados por cada serviço. “Se a empresa nasceu provedor, teve que fazer telecom por não conseguir contratar telecom das incumbents, o seu DNA é de provedor. Temos bons argumentos para isso”, aponta o diretor da entidade.

 

 

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A formação como requisito de qualidade

A internet é um sistema global de redes de computadores interligadas que utilizam um conjunto próprio de protocolos com o propósito de servir progressivamente a usuários no mundo inteiro. É uma rede composta de várias outras redes, que comporta milhões de empresas privadas, públicas, acadêmicas e de governo, com alcance local e global, e que está ligada por uma ampla variedade de tecnologias de redes eletrônicas, sem fio e ópticas. A internet está cada vez mais presente em nosso dia a dia, seja em casa ou no trabalho. Por conta disso, é indispensável que o provedor de acesso opere com uma equipe técnica qualificada.

 
Para gerir uma rede com qualidade e bom funcionamento, é necessário que essa rede seja projetada logicamente em padrões de estabilidade, escalabilidade, correção de falhas e alta performance. É necessário que a equipe que gerenciará a rede tenha conhecimento teórico e prático em questões que envolvem desde o projeto lógico até a estrutura física. Portanto, não é novidade que o mercado está cada vez mais seleto e você, como um bom analista, técnico ou comercial, não pode ficar fora desse momento.

 
A formação acadêmica é requisito em qualquer setor do ramo de redes de computadores e telecomunicações. O motivo de tal exigência está no desafio de projetar redes cada vez mais seguras e com alta performance, utilizando protocolos avançados de comunicação. O analista de redes e o técnico em telecomunicações têm de estar obrigatoriamente preparados para lidar com uma gama de problemas de caráter físico e lógico de alta criticidade. Tais problemas exigem experiência, conhecimento teórico e prático para que possam ser resolvidos de forma hábil.

 
Para ingressar ou mesmo evoluir nesse segmento, a formação profissional é indispensável, uma vez que o destaque no mercado se dá pela excelência técnica que é alcançada com cursos, certificações e especializações. Outro ponto é o relacionamento interpessoal, um quesito importante na formação do profissional. É essencial realizar o chamado networking, que se trata de trocar experiências com outros profissionais e ser presença marcada em palestras e workshops para expandir os conhecimentos e os relacionamentos com profissionais da área.

 
Com técnicos qualificados, o ISP consegue crescer de forma consciente e organizada, podendo expandir cada vez mais o negócio e fornecendo um serviço de qualidade para seus clientes. Além do perfil técnico, o mercado está selecionando profissionais experts para a função. Hoje, o que vemos nas corporações é a busca pelo profissional completo, com excelente currículo acadêmico, experiência profissional e que demonstre ótima relação interpessoal, interagindo muito bem com clientes, com fornecedores e agregando valor à empresa pelo caráter pessoal e atuação como profissional.

 
João Calixto é  fundador do blog MikroRedes e analista de redes na empresa Matrix Corporation.
Jonathan Henriques Lima Carneiro é fundador do blog MikroRedes e analista de redes IP e VOiP na empresa Matrix Corporation.

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